Novas tendências para o mercado de embalagens movimentam o food service

Será que a moda pega?

Para quem não conhece, o food service é um segmento do mercado alimentício caracterizado pelas negociações b2b entre empresas, no qual o produto sai da indústria diretamente para os estabelecimentos como bares, restaurantes, padarias, lanchonetes, entre outros, que irão transformá-los e deixá-los pronto para consumo no local ou até mesmo para levar para casa. Para esse segmento não é muito comum embalagens estilizadas, no entanto, algumas empresas estão apostando em embalagens mais elaboradas.

Segundo o IFB – Instituto Food Service Brasil, o mercado de alimentação fora do lar movimenta mais de R$ 60 bilhões de faturamento ao ano e atualmente empregam mais de 220 mil colaboradores.  Em termos de pontos de venda são mais de 9600 estabelecimentos, e que atendem hoje, cerca de 80 milhões de consumidores por mês.

Como os produtos vão diretamente para cozinhas e ou estoques dos estabelecimentos, não há contato direto da embalagem com o consumidor final, portanto, nunca foi importante ter um visual que estimulasse o consumo. No entanto, existem algumas indústrias que passaram a investir em embalagens estilizadas, como por exemplo, em datas comemorativas. Como é o caso de uma das gigantes do segmento, a Bunge Alimentos, fornecedora de pré-misturas, farinhas, margarinas, óleos, gorduras, entre outros, para uso profissional.

A Predileta é de uma das linhas de margarina da Bunge para uso profissional, e esta é uma embalagem característica para o food service (sem muita ilustração e com chamadas bem diretas).

 

No ano passado a Bunge lançou uma embalagem da margarina Primor para o food service, já com cara de produto para o varejo (consumidor final). Inclusive em 2017 a companhia irá lançar a mesma embalagem em edição comemorativa da festa de São João, com distribuição somente na região nordeste do Brasil.

Isso representa um marco para o segmento de food service, tanto que se fizermos uma linha do tempo desse tipo de embalagem, será possível ver que as ilustrações nunca evoluíram com o passar dos anos. Isso porque o mercado nunca sinalizou uma necessidade de evolução na embalagem, até mesmo por questão de verba, já que as margens de lucro do food são menores do que as do varejo e principalmente pelo fato dessas embalagens não ficarem expostas para o grande público.

Percebemos essa tendência também em empresas com linhas para uso profissional, como é o caso da Unilever Food Solution, Vigor Food Service, entre outras.

Será que a moda pega?

Por que após mais de 15 anos do desenvolvimento do mercado de food no Brasil, algumas indústrias enxergaram a necessidade de uma embalagem mais atrativa? Uma forma de diferenciar das demais, que são basicamente técnicas? Ou um jeito de chamar a atenção do operador e estimular a compra e ou a lembrança pelo produto?

Bem, são muitas perguntas que ainda não temos respostas, provavelmente foram realizados testes de aceitação e os números de vendas desses produtos, com embalagens menos técnicas, podem ter melhorado a ponto de justificar um investimento nesse sentido.

Agora quem vai pagar a conta é que são elas. Mesmo porque, nunca ouve antes no food service uma verba disponível para embalagens mais estilizadas.

De certo modo, acreditamos que, mesmo para um público especifico, valha a pena, afinal estamos falando de pessoas operando o produto. É muito mais fácil lembrar de que uma imagem ilustrada, do que uma técnica com somente textos, mesmo na correria da cozinha dos estabelecimentos.

Mesmo sem a resposta definitiva da indústria, a nossa defesa para tanto é o estimulo à compra. A embalagem em comemoração a festa de São João da Bunge deixa isso bem claro. A margarina Primor tem grande aceitação no Nordeste, a festa de São João é a mais importante e a que mais movimenta as pessoas na região. Isso pode explicar a intenção de levar um rótulo estilizado para dentro da cozinha de quem processa os alimentos para a festa.

A Opend agência de branding – estratégia e design atua no segmento de embalagens para o mercado de food service há mais de sete anos. Isso porque um de nossos sócios, o Ivan Alatxeve esteve na indústria e operação desse segmento antes mesmo de idealizar a Opend. E ainda, acabamos de trazer para o nosso time a jornalista especializada no mercado, Fernanda Lage, que foi editora chefe da revista Food Service News, durante seis anos, para cuidar da parte de conteúdo e marketing digital na agência.

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Autor: opend [ estratégia e design ] sob medida para você!

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